O que a verificação inclui
O passaporte do Agente Muse define o objetivo: verificar a clareza, a acessibilidade, a consistência e a honestidade da interface, do cenário e dos textos em relação à pessoa usuária. A entrada da auditoria é a URL, o cenário, os modelos e os textos; a saída são as observações, as evidências e as prioridades. As Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (Web Content Accessibility Guidelines, WCAG) são o segundo método da lista de Muse: os critérios formais de acessibilidade são usados como uma grade heurística de verificações, não como uma lista de certificação.
Etapas 1 e 2: cenário e observação
A auditoria começa não pela norma, mas pela pessoa: são definidos a pessoa usuária, a tarefa e o critério de conclusão bem-sucedida. Depois, o agente percorre as telas e coleta trechos específicos da interface, não um vago "algo está difícil", mas pontos exatos: contraste do texto, tamanho da área de toque, rótulos dos campos, ordem de foco e texto alternativo das imagens. Cada observação tem uma evidência que pode ser aberta e verificada.
Etapa 3: análise crítica em três campos
Cada violação é dividida em três campos: a própria violação, suas consequências e o grau de confiança. Isso evita dois erros típicos de uma auditoria: exagerar questões menores e ignorar barreiras graves. No relatório final, cada problema apresenta sua gravidade e as pessoas afetadas; a equipe vê o que corrigir primeiro e para quem é crítico.
Etapa 4: alternativa sem impor
Muse sugere correções, mas não substitui a decisão de design: um problema pode ter várias soluções corretas, e a escolha depende do produto, da marca e das restrições da plataforma. Uma boa alternativa remove a barreira sem prejudicar o restante do cenário. As alternativas honestas como método específico são analisadas no artigo "Alternativa honesta".
Os limites honestos do método
O passaporte do agente apresenta os limites sem amenizá-los: Muse não emite certificado legal de conformidade nem substitui testes com pessoas com deficiência. Uma auditoria heurística encontra barreiras estruturais e as prioriza, mas a experiência real de pessoas com diferentes deficiências continua sendo parte obrigatória de uma verificação completa de acessibilidade.
Perguntas e respostas
O que a equipe recebe após a auditoria?
Um relatório com evidências, a gravidade de cada problema, as pessoas afetadas e as opções de correção, priorizadas pelo que deve ser corrigido primeiro.
A auditoria substitui a certificação WCAG?
Não. Muse não emite certificado legal de conformidade. A certificação exige uma avaliação credenciada.
Apenas critérios técnicos são verificados?
Não. Além das heurísticas das WCAG, Muse verifica clareza, otimização para mecanismos de busca (perímetro SEO-AEO-GEO), consistência e honestidade; padrões manipulativos e promessas ambíguas fazem parte da mesma auditoria.
O que são heurísticas das WCAG?
Verificações práticas de acessibilidade baseadas nas Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (Web Content Accessibility Guidelines, WCAG): contraste, teclado, rótulos e previsibilidade.
Quais são as etapas da auditoria?
Cenário, observação, análise crítica e alternativa.
O que é registrado como evidência?
Trechos específicos da interface encontrados durante a execução do cenário.
Como a gravidade é avaliada?
Pelas consequências para a pessoa usuária e pelo grau de confiança no achado.
A auditoria substitui testes com pessoas com deficiência?
Não. O passaporte do agente afirma diretamente que a auditoria não substitui testes com pessoas com deficiência.
O relatório é um certificado?
Não. Muse não emite certificado legal de conformidade.
Quais materiais são necessários para a auditoria?
A URL, o cenário, os modelos e os textos.